Como construir uma vida poderosa?

Quando falamos que tudo começa na mente, e que a mente é o princípio de tudo. É verdade!

Existem fontes de estudos para esse tema nas mais variadas áreas, filosóficas, religiosas, científicas.

Contestar isso é perda de tempo, e o momento não é de perder tempo e sim de otimizar e planejar o tempo para desenvolver cada vez mais o ser.

É relevante sim, testar para comprovar na prática tudo isso que está escrito aqui.

É a partir da mente que todas as manifestações acontecem.

Na nossa psiquê é observado quatro aspectos, mental, emocional, físico e energético.

Em essência somos informação, e nossa capacidade é medida pela quantidade de informação que carregamos.

Nossa mente armazena ou processa todas as informações que recebemos até mesmo aquelas enquanto dormimos. São as nossas informações que moldam nossa vida.

A consciência tem auxiliares de codificação a ATENÇÃO (mental) que energiza as informações, A INTENÇÃO (emocional) que transforma as informações E A FORÇA DE VONTADE, ação ou desejo (físico) que manifesta as informações, e a energia que é neutra e que será determinada pelos demais aspectos.

Todos são fundamentais na construção de uma realidade. E o equilíbrio de cada um e também entre si é decisivo para o sucesso da manifestação.

No nível mental temos a ATENÇÃO, onde a mente tem os pensamentos POSITIVOS (onde a raiz é o AMOR), NEGATIVOS (onde a raiz é o MEDO) como decodificadores.

Sobrecarregamos nosso corpo mental de informações desnecessárias que acabam refletindo em nossos corpos emocional e físico. Todo o pensamento gera uma emoção, que gera uma ação, que gera um hábito, que gera um caráter, que gera um destino.

A Realização envolve necessidade de estar no agora, presente neste momento onde tudo está acontecendo. Sem frustrações passadas e nem expectativas futuras.

Quando estamos num determinado padrão mental ficamos totalmente limitados aos aspectos, crenças e condicionamentos que alimentamos. E nossa atenção automaticamente irá para onde está nossa emoção.

No nível emocional temos a INTENÇÃO que é o poder de sentir, que move o desejo. Que também está vinculada aos nossos padrões emocionais negativos e positivos. Se nossas emoções são negativas, nossa intenção automaticamente transformara algo relacionado aos pensamentos que são alimentados.

Quantas vezes já ouvimos alguém dizer:

“Se eu tivesse ouvido meu coração, nada disso teria acontecido”?

Nosso coração é a parte física da nossa Alma, nele que se manifestam todos os desejos e desgostos da nossa consciência alma.

Nossa alma é a ligação direta que temos com a fonte criadora.

Antigamente as práticas religiosas não eram separadas das práticas médicas, acreditava-se que a energia do ato de se ligar novamente ao seu Eu superior sanava todos os males.

Quando a ciência foi separada da religião, houve a separação da Alma, mente e corpo.

A alma virou estudo religioso e filosófico – A mente estudo psicológico e filosófico. E o corpo estudo científico.

(Essa separação facilitou consideravelmente o surgimento das moléstias humanas.)

Identificar através da sincera observação as emoções negativas, condicionamentos e crenças limitantes que estão bloqueando as suas habilidades e talentos de se expressarem, são os primeiros passos para o desenvolvimento do seu ser.

Quando estamos num padrão de percepção (sentir com a alma), nos conectamos aos mais elevados níveis de positividade o amor (nutre) a alegria (entusiasma) e a gratidão (prospera). Focar nas percepções, não nas emoções.

No nível físico é o poder da FORÇA DE VONTADE ou ação, é o aspecto que torna real o poder de atenção e de intenção. Todos os níveis da mente atuam em conjunto. Um está conectado ao outro. É fundamental que todos sejam atentamente observados.

As limitações físicas são fieis aliadas das limitações mentais e emocionais, e tão perigosas quanto.

O medo é o principal comandante do padrão físico. Manifesta-se em exatamente todos os aspectos físicos. É só pesquisar a psicossomática que é claro o quanto o medo usa o corpo para reter o crescimento pessoal.

A preguiça é um instrumento da procrastinação.

A depressão usa nosso padrão físico como barreira que impendem de seguir em direção ao sonho de vida.

É o medo da mudança interior.

Enfim o caminho do sucesso é o caminho que levará ao sonho.

A realização do sucesso é se apropriar integralmente.

Desbravar o ser aprimorando a relação intrapessoal, através das relações interpessoais.

Encerro com um trecho de uma mensagem de um mestre indiano.

“Tenho de estar cônscio de todo o campo de meu próprio ser, que é constituído da consciência individual e social”. É só quando a mente transcende a consciência individual e social, que posso tornar-me a luz de mim mesmo, a luz que nunca se apaga.

         Pois bem; onde começarmos a compreender a nós mesmos? Aqui estou eu, e como é que vou estudar-me, observar-me, ver o que realmente está sucedendo em meu interior? Só posso observar-me em relação, porque a vida é toda de relação. De nada serve ficar sentado num canto a meditar sobre mim mesmo. Não posso existir sozinho. Só existo em relação com pessoas, coisas e idéias e, estudando minha relação com as pessoas e coisas exteriores, assim como com as interiores, começo a compreender a mim mesmo. Para compreendermos qualquer coisa, temos de viver com ela, observá-la, conhecer-lhe todo o conteúdo, a natureza, a estrutura, o movimento. Já experimentastes viver com vós mesmos? Se o experimentardes, começareis a ver que “vós” não sois uma entidade estática, porém uma coisa vigorosa, viva. E, para poder viver com uma coisa viva, vossa mente também tem de estar viva.

         Para observardes o movimento de vossa mente e de vosso coração, de vosso ser inteiro, necessitais de uma mente livre.

         A maioria de nós percorre a vida desatentamente, reagindo sem pensar, de acordo com o ambiente em que fomos criados, e tais reações só acarretam mais servidão, mais condicionamento; mas, no momento em que aplicardes toda a atenção ao vosso condicionamento, ver-vos-eis inteiramente livres do passado; ele se desprenderá naturalmente de vós.”

J.Krishnamurti